Mostrando postagens com marcador Fascismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fascismo. Mostrar todas as postagens

4 de dez. de 2019

José Antonio - A Falange não é Fascista (1934)



     [Nota publicada na Prensa Española, no dia 19 de dezembro de 1934, redigida por José Antonio]


    A Notícia de que José Antônio Primo de Rivera, Chefe da Falange Espanhola das J.O.N.S., se dispunha a participar de certo Congresso Internacional Fascista que se está celebrando em Montreux é totalmente falsa. O Chefe da Falange foi solicitado a assisti-lo, mas recusou terminantemente o convite, por entender que o genuíno caráter nacional do Movimento que acaudilha repugna computar a aparência de uma administração internacional. 

    Por outra parte, a Falange Espanhola das JONS não é um movimento fascista; tem com o fascismo algumas coincidências em pontos essenciais de valor universal; porém vai perfilando-se a cada dia com caráter peculiar e está segura de encontrar precisamente por este caminho suas possibilidades mais fecundas.

16 de nov. de 2019

As Soluções Econômicas do Fascismo (1923)


    O governo fascista pôs imediatamente em estudo, a solução dos numerosos problemas econômicos e financeiros que paralisavam a vida da nação: para este efeito, ele considerou medidas de três espécies diferentes:

a) Restauração da organização privada da produção, mais econômica e mais remuneradora do que a organização do Estado;

b) Proteção do capital privado, o que, de uma parte induz a economizar, de outra parte, incita os econômicos a por em circulação os seus capitais;

c) Reconhecimento da necessidade do capital como elemento essencial à produção, dado que a propriedade privada do capital é o único meio que permite obter a constituição e o acréscimo da riqueza.


[ . . . ]


    Deve dizer-se que o Nacionalismo Italiano permanece impreciso? Não, seus fins são tão fixos que seus caminhos, para lá chegar, são retos:

    Paz no interior; extinção da luta de classes; fusão obrigatória dos partidos em proveito do trabalho e, por consequência, da prosperidade.

    Regeneração do trabalho, por uma nova doutrina sindicalista. adoção de um regime econômico menos estreito [...].

    Abandono pelo Estado, de seu embargo sobre os serviços ou explorações públicas. Reforço do poder do Estado em seus três domínios estritos:

  1. º A ordem pública;
  2. º A defesa nacional;
  3. º O ensino.
[ . . . ]

    Da concorrência nascerão forçosamente o aperfeiçoamento do aparelho e a diminuição das tarifas. O cidadão só poderá ganhar e o Estado nada perderá, sendo dado que ele será o árbitro das concessões, o dono dos contratos.


[ . . . ]


    A abolição do monopólio dos telefones é já um fato virtualmente realizado. Essa medida tão frequentemente reclamada, considerada, estudada em outros países, porém nunca resolvida, nunca realizada, um homem enfim a aplica e ninguém com isso se sente prejudicado. Arrendando a altos preços o solo das cidades aos instaladores de cabos, ele estará rigorosamente em sua função nacionalista; ele explorará o terreno da nação para o maior proveito do Tesouro da nação, e subtrair-se-á às dificuldades puramente comerciais que ser-lhe-iam difíceis de transpor e incompatíveis com a sua dignidade.

    Essa renúncia aos monopólios deve acarretar, rapidamente com o fim do funcionalismo; mas por penoso que isso seja aos partidários da "aurea mediocritas", nada é mais desejável para um povo ativo e ambicioso. Todo funcionário, eximindo-se à luta pela via, tira-lhe um pouco do seu valor combativo, separa-se, em uma palavra, do "feixe" comum [...]. Que cada cidadão desenvolva em si o senso das responsabilidades, e esse tormento coletivo engendrará uma expansão salutar de que o nacionalismo será acrescido e fortificado.

    Mussolini vê, certamente, muito longe, abolindo os monopólios do Estado: ele não pretende nada menos do que destruir o parasitismo de que sofre a árvore nutridora do orçamento.

[ . . . ]


    " . . . Para a Itália, a questão não é mais entrar no socialismo, pois nós aí já estamos. Trata-se de sair dele. Trata-se de retirar do Estado atribuições para as quais ele não tem competência e das quais ele se desobriga mal [...]."
—Benito Mussolini

Mussolini: Arquiteto do Futuro. Homem Christo Filho. Vecchi Editor, Rio de Janeiro, 1937.

15 de nov. de 2019

Carta Testamento de Mussolini ao Povo Italiano (1945)

Mussolini e D. Capula (1943)
    O Duce está só e se recolhe em seus pensamentos: quase certamente, em poucas horas, estará morto. O translado noturno do município de Dongo ao quartel da Guarda de Finanza, por "razões de segurança", pressagia o pior. Está transtornado: a partida de Cuomo, os partigianos, a captura, os interrogatórios.

    Toda a vida transcorre pelas recordações: a infância, as vitórias embriagadoras, as traições, a morte das pessoas queridas; volta a ver sua mãe, recorda suas orações recitadas na pobre casa onde nasceu, os anos de Governo, a derrota... Não tem rancores, perdoou a todos, já está distante dos assuntos terrenos. Escreve:

    "Não é a fé que chega na hora do crepúsculo aquela que me sustenta, é a fé de minha infância e de minha vida a que me impõe o dever de crer, ainda quando teria o direito de duvidar.
    Não sei se estes meus apontamentos serão lidos alguma vez pelo povo italiano; gostaria que assim fosse, para dar-lhe a possibilidade de receber, através de uma confissão de fé, meu último pensamento.
    Desconheço tampouco se os homens me concederão tempo suficiente para escrever. Vinte e dois anos de governo não me fazem provavelmente digno, ao juízo humano, de viver outras vinte e quatro horas.
    Acreditei na vitória de nossas armas, como creio em Deus, Nosso Senhor, porém mais ainda creio no Eterno, agora que a derrota constitui o banco de prova sobre o qual deverão vir mostrar, ao mundo inteiro, a força e a grandeza de nossos corações.
    É já um fato que a guerra está perdida, mas é certo também que não se é vencido até que nos declaremos vencidos.
    Isto deverão recordar os italianos, se, sob a dominação estrangeira, venham a sentir o insufocável despertar de sua consciência e de seus espíritos. Hoje perdoo a quantos não me perdoam e me condenam, condenando-se a si mesmos.
    Penso naqueles aos quais lhes será negado por anos amar e sofrer pela Pátria e gostaria que eles se sentissem não apenas testemunhas de uma derrota, senão também abandonados de uma nova vitória.
      Ao ódio desmensurado e às vinganças sucederá o tempo da razão.
    Assim, recuperado o sentido da dignidade e da honra, estou seguro de que os italianos de amanhã saberão serenamente valorizar as causas da trágica hora que vivo.
     Se este é, portanto, o último dia de minha existência, gostaria que mesmo a quem me abandonou e a quem me traiu, vá o meu perdão, como então perdoei a Savoia a sua fraqueza.
Germassino, 27 de Abril, pela noite
Benito Mussolini"

    A mão deixa cair o lápis; correm as recordações: a casa de Dovia, Raquel, os filhos, o afeto que lhe demonstrava a gente, a guerra perdida, as últimas palavras do padre Eusébio... Quase sorri pensando nas orações recitadas quando era pequeno com a mama e com a nonna... .[1]

[1] INNOCENTI, Ennio. La Conversión religiosa de Benito Mussolini. Buenos Aires, Santiago Apóstol, 2006.

8 de nov. de 2019

Mussolini — Quatro Discursos Sobre o Estado Corporativo (1935)


    Quatro discursos sobre o Estado Corporativo, por Benito Mussolini. Vem acompanhado de um longo apêndice relativo à legislação e organização sindical-corporativa italiana.


Download